O fato de você conhecer e apreciar alguns estilos de vinhos pode ser um excelente ponto de partida para descobrir vinhos novos excelentes de todas as partes do mundo. É o conhecido método da comparação, da descoberta pela semelhança. Não que os vinhos sejam iguais. É possível mesmo afirmar que nenhuma garrafa é igual à outra assim como os seres vivos nunca são iguais entre si.
Mas, para atender nossas percepções gustativas e olfativas a experiência é válida e certamente enriquecedora para descobrir e ampliar o conhecimento sobre os vinhos.
Partindo desta premissa podemos começar, por exemplo, usando como referência os tintos franceses. A França possui uma riqueza enorme nestes vinhos. É possível partir daí para outros países vinícolas europeus, para o chamado Novo Mundo e também de uma região vinícola francesa para outra ampliando estas referências. As alternativas são maravilhosas.
Vamos iniciar a caminhada partindo do pressuposto de que se você gosta de um vinho tinto da França é possível encontrar vários similares pelo mundo.
A nossa viagem começa pela Borgonha, região considerada a “Rainha da França” terra natal do festejado Romanée Conti um dos vinhos mais raros e caros do mundo.
O Borgonha tinto é o vinho que mais provocou frustração em produtores de todos os rincões que tentaram produzir versões próprias deste clássico francês. Certamente não encontraremos “almas gêmeas” dos grandes Vosne-Romanées, Montrachets, Meursaults e Échézeauxs. A maioria dos Pinots Noirs do Novo Mundo são mais frutados e com sabores e aromas de carvalho mais intensos do que o Borgonha. Porém aos poucos as texturas sedosas e sedutoras, os aromas delicados e ricos dos originais estão sendo também obtidos em outros lugares.
Portanto se você gosta de Borgonha experimente:
- Pinot Noir chileno de Casablanca.
- Pinot Noir das colinas de Adelaide, do Vale de Yarra ou da Nova Zelândia.
- Pinot Noir de Walker Bay na África do Sul.
- Pinot Noir do Nappa Valey, de Sonoma ou do Oregon nos EUA.
- Spatburgunder alemães, austríacos ou suíços.
A viagem continuará. Os próximos percursos explorarão um pouco de Bordeaux nas suas margens esquerda e direita, o Vale do Rhône, a Borgonha do Beaujolais.

