Vinhos com custo-benefício que poderíamos classificar como bons e excelentes devem ter preços na ponta do consumo entre US$20 e US$100 ou o equivalente a R$35 e R$175.
Geralmente analisamos e falamos dos vinhos com base na sua qualidade, elegância, aromas, estrutura. Raramente relacionamos estes atributos com o seu custo.
Faria sentido perguntar se um Romanée Conti, Petrus, Chassagne ou Puligny- Montrachet tem um bom ou excelente custo-benefício? Provavelmente não já que estes se incluem na categoria dos vinhos raros e míticos e quando os degustamos nos deixamos levar por sensações um pouco fora da realidade e das coisas do cotidiano.
Mas, quando analisamos e compramos vinhos para o nosso dia-a-dia esta variável assume outra conotação e a relação custo-benefício cresce em importância.
Mas, como fazer isto?
Uma sugestão é que você construa seu próprio processo de análise considerando suas preferências de tipos e estilos de vinhos, ou seja, aquilo que você percebe como qualidade e os valores que estaria disposto a pagar.
Outra possibilidade bastante válida diante dos milhares de opções oferecidas seria considerar as avaliações de qualidade de diversos especialistas do mundo do vinho e associar estas avaliações com o valor cobrado pelo mercado.
A sugestão para o item qualidade é utilizar os guias consagrados de cada país para verificar a avaliação de um vinho. Exemplos: Gambero Rosso e L’Espresso (Itália), Peñin (Espanha), João Paulo Martins (Portugal), John Platter (África do Sul), Descorchados do Tápias (Chile), Le Guide Hachette (França), Wine Spectator, Wine Enthusiast, Jancis Robson e Robert Parker.
A tarefa pode ficar complexa!
Para facilitar desenvolvemos com base na avaliação destes críticos uma tabela de custo-benefício e a partir dela o Índice L’Orangerie. Esta considera a avaliação dos especialistas espalhados pelo mundo, de preferência aquele do mesmo país do vinho que está sendo analisado, com faixas de preços de vendas em Reais.
Em função apenas da qualidade a classificação de um vinho é geralmente feita pela escalas de 100 pontos (Wine Spectator, Wine Enthusiast, Robert Parker, Tápias,Peñin) ou de 20 pontos (Jancis Robson, João Paulo Martins).
| VINHO EXCEPCIONAL: | 95 – 100 Pontos | 19,0 – 20,0 Pontos |
| VINHO EXCELENTE: | 90 – 94 Pontos | 17,5 – 18,5 Pontos |
| VINHO MUITO BOM: | 85 – 89 Pontos | 16,0 – 17,0 Pontos |
| VINHO BOM: | 80 – 84 Pontos | 14,0 – 15.5 Pontos |
| VINHO ACEITÁVEL: | 70 – 79 Pontos | <14,0 Pontos |
Associando a pontuação de qualidade com diferentes faixas de preços da tabela abaixo, doravante destacaremos em nosso estoque os vinhos que em termos de custo-benefício estão classificados pelo Índice L’Orangerie como excelente (5*), muito bom (4*) ou bom (3*).
TABELA PARA CLASSIFICAR CUSTO – BENEFÍCIO
| Pontuação (qualidade) |
Excelente (5*) |
Muito Bom (4*) |
Bom (3*) |
|---|---|---|---|
| 80 – 84 | Até R$35 | R$36 – R$55 | R$56 – R$75 |
| 85 – 89 | Até R$75 | R$76 – R$95 | R$96 – R$115 |
| 90 – 100 | Até R$115 | R$116 – R$145 | R$146 – R$175 |
Veja vinho com Índice L’Orangerie 3 estrelas – BOM: Chatêau Haut Lamouthe Bergerac Rouge 2009
Veja vinho com Índice L’Orangerie 4 estrelas – Muito Bom: Dona Maria Rosé 2009
Veja vinho com Índice L’Orangerie 4 estrelas – Excelente: Quinta do Portal Muros de Vinha 2007

